EXILADO
Às vezes sinto-me exilado
Dentro do meu próprio espaço
Perdido num tempo
Onde o próprio tempo
Não é mais que um compasso...
Às vezes sinto-me exilado
Dentro do meu próprio mundo,
Apesar do canto profundo
Onde procuro esconder
As páginas que não escrevi...
Às vezes sinto-me exilado
Na própria teia que teci,
Como uma onda na praia
Que não se desfaz na areia...
Às vezes sinto-me exilado...
E embora creia
Na ténue luz da noite
Não vejo ninguém que se afoite
A rasgar caminhos de pedra...
Às vezes sinto-me exilado
Na imensidão secreta
Dos escritos escondidos
E das colunas de fogo
Que trespassam os sentidos!
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quarta-feira, 26 de setembro de 2007
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