Um jogo de cão e gato….
Há sempre uma falha e é o que o filme “Ruptura” prova…
Um Anthony Hopkins a defender uma personagem estranha…inteligente, fascinante, mas estranha….
Ryan Gosling um jovem, ambicioso e cego por ter finalmente conseguido um lugar numa firma de advocacia de prestígio…
Caso clássico – mulher infiel, encontro clandestino com o amante num hotel, o marido (Anthony Hopkins) que descobre tudo e planeia um assassinato.
Banal até aqui, mas admitir logo a culpa e jogar com isso???
Dizer que se encarrega da própria defesa e em pleno tribunal, recusar o depoimento do polícia que o prendeu, revelando ser ele o amante da mulher, que ainda está viva, em coma, mas viva?
O jovem advogado é apanhado de surpresa e embora tente arranjar provas para o condenar – a arma com que o tiro foi disparado – não consegue e o marido traído sai em liberdade.
Nesta altura, já o emprego na firma de advocacia de prestígio está perdido, o lugar no Ministério Público ainda está à disposição, mas o que fazer realmente, o jovem advogado não sabe…
Até que o filme dá uma volta inesperada e Anthony Hopkins fica a saber que o jovem advogado, Willy é um adversário à altura…
Creio que podemos chamar um “thriller” psicológico a Ruptura – bem realizado, bem concebido, sólido…
