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terça-feira, 3 de julho de 2007

O CARTEIRO JÁ NÃO TOCA 2 VEZES... NEM UMA!


Já não há carteiros como antigamente! Daqueles que iam ao fim do mundo para entregar uma carta ao destinatário! Mesmo com letras difíceis para decifrar ou com moradas incompletas... Mas hoje Bob Rafelson já não poderia realizar «O Carteiro toca sempre duas vezes» com Jack Nicholson e Jessica Lange porque o carteiro já não toca vez nenhuma...

Serve isto para dizer que há mais de dois meses que estou à espera de correspondência com conteúdo relevante para mim. Admirado pelo tempo que levava a receber as ditas cartas, dirigi-me ao remetente e fiquei a saber que todas elas foram emitidas... Só que ainda não chegaram ao destino, e, se calhar, nunca irão chegar! Mesmo que a morada esteja enganada há pouquíssimas pessoas com o meu apelido, não seria difícil descobrir!


Já não há carteiros como antigamente!!! Que saudades do Sr. João, o carteiro do tempo em que era miúdo, que se metia connosco quando andávamos a brincar na rua e que tinha sempre uma história para contar. Passei a admirar os carteiros desde aí! Afinal eles transportavam coisas importantes, em especial para a minha mãe: traziam cartas da minha avó, e sempre eles elogiavam a caligrafia com que a minha avó materna escrevia os endereços. Naquela altura o remetente era escrito por trás.

Hoje, não se pode confiar na maioria dos carteiros. Alguns passo por eles quando eles estão despejando as cartas nos correios individuais do prédio, digo bom-dia - como nos velhos tempos - e eles nem respondem! Novos tempos! Talvez por isso muitas revistas que vivem das assinaturas estejam a perder os seus assinantes porque não chegam ao destino... vá lá saber-se porquê!!!

(marco do correio fotografado por mim em Vendas Novas)