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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

DIA INTERNACIONAL DOS JORNALISTAS

Ninguém deu por isso mas hoje foi o «Dia Internacional dos Jornalistas»! Jornalistas que hoje já são seres «comuns», pessoas iguais a toda a gente - a única diferença que resta é que aparecem todos os dias na televisão e escrevem nos jornais... porque os deixam escrever e aparecer.

Em 1986 eu e um grupo de colegas visitámos os estúdios da RTP e assistimos em directo na régie à produção e à apresentação do telejornal, quando a televisão pública ainda emitia sem concorrência. O Carlos Fino era, então, o apresentador de serviço de um telejornal muito diferente daqueles que nós assistimos agora nos vários canais que, entretanto, apareceram.

... Hoje, alguns dos meus colegas que visitaram a RTP nesse dia são directores e editores de jornais, revistas, rádios e televisões. O jornalismo mudou muito e penso que os anos 90 foram mesmo a década de ouro do jornalismo - curiosamente, com a entrada do novo século, os interesses políticos e económicos voltaram a falar mais alto e hoje as televisões, em especial, voltam a seguir a agenda política dos governantes e afins... com algumas diferenças, é certo: hoje podem-se apresentar diversos pontos de vista e dantes não. Mas, na prática vai tudo dar no mesmo!

O que não mudou mesmo nada - ou se mudou foi para pior - é que (e vou revelar aqui) o jornalista não gosta nada, mas mesmo nada, nadinha, fica piurso, fulo, até se afasta de... quem lhe dá uma sugestão para um tema ou lhe revela algo que ele acha que deveria ter sido ele a descobrir... Se for amigo ou conhecido então ainda pior!

Por isso se algum dia tiverem uma boa ideia de um tema para sugerir a um jornalista, transmitam-na primeiro ao estafeta ou à senhora da limpeza e peçam-lhes que sejam eles a comunicar ao jornalista. E, sobretudo, nunca digam que foram vocês que tiveram a ideia porque aí - nem que o tema seja «o fim do mundo vai chegar amanhã» - o jornalista nunca pegará na sua sugestão... quer dizer, há excepções... a mim podem sugerir o que quiserem: agora não posso publicar num jornal ou revista, mas este blog é um espaço vosso também!!!

sábado, 22 de setembro de 2007

SOL E EXPRESSO EM ANÁLISE NO FUNDAMENTALIDADES - I



O semanário SOL fez um ano esta semana, o EXPRESSO fará 34 anos em Janeiro do próximo ano. Altura, talvez, para balanços e comparações: conheço muito bem o EXPRESSO. De alto a baixo, do Piso 1 ao Piso 4 e às sub-empresas que ocupam o Piso 0 e parte do edifício ao lado; conheço muito bem as principais pessoas que fazem o SOL. Por isso estou à vontade para falar sobre o que conheço e sobre o que acho que está bem e mal em ambos os semanários.

E se me entristece o facto de o EXPRESSO já não ser aquela instituição que foi e cada vez ver menos gente passeando orgulhosamente com o saquinho com o jornal lá dentro, também não consigo perceber como é que o SOL não se afirmou com um jornal de leitura indispensável ao Sábado... Tinha - e tem - pessoas e potencial para isso!

O QUE EU MUDARIA NO EXPRESSO

Muita coisa! Reduziria - ou extinguiria - o Internacional e o Desporto pois estas secções nunca foram importantes neste jornal, e para grandes assuntos internacionais e desportivos existe a Única. Mudaria o tipo de letra nos títulos no caderno principal, na Economia e no Actual. Reduziria a opinião e renovaria periodicamente os principais «opinadores», começando imediatamente por João Pereira Coutinho e Daniel Oliveira. Aproveitaria melhor a prata da casa, e poria a revista a ser feita especialmente por gente de dentro em vez de ter tantos artigos comprados. Renovaria algumas editorias. Apostaria mais na Infografia e em especial ma investigação. Teria mais cuidado a quem comprar as sondagens. Ponderaria a junção do Cartaz com a Única - cujo título é propriedade da Inês Pedrosa.

O QUE EU MUDARIA NO SOL

Não há muita coisa para mudar no SOL - o jornal ainda é muito novo. Penso que pode ir mais longe e «arrefeceu» um pouco nos últimos tempos - falta alguma agressividade e outra campanha de publicidade para que o jornal não adormeça. Deveria apostar em cadernos temáticos, pois há um espaço muito grande nesta área desde que o EXPRESSO acabou com esta secção.


E SE O ONLINE É O FUTURO DOS JORNAIS...

Mas como o online é o futuro dos jornais, fica aqui uma ressalva para o online do SOL, frequentemente considerado o melhor dos jornais portugueses, ao contrário do online do EXPRESSO que quase desapareceu das estatísticas de consulta - o online do EXPRESSO nunca mais teve a força, a simplicidade e a objectividade dos tempos em que Luiz Carvalho esteve como editor da secção!

Um dia destes mais histórias sobre o EXPRESSO e o SOL... Ou talvez não! Logo se vê! Se calhar há coisas mais importantes para falar...
E vocês, compram, lêem algum destes semanários?