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sábado, 22 de setembro de 2007

SOL E EXPRESSO EM ANÁLISE NO FUNDAMENTALIDADES - I



O semanário SOL fez um ano esta semana, o EXPRESSO fará 34 anos em Janeiro do próximo ano. Altura, talvez, para balanços e comparações: conheço muito bem o EXPRESSO. De alto a baixo, do Piso 1 ao Piso 4 e às sub-empresas que ocupam o Piso 0 e parte do edifício ao lado; conheço muito bem as principais pessoas que fazem o SOL. Por isso estou à vontade para falar sobre o que conheço e sobre o que acho que está bem e mal em ambos os semanários.

E se me entristece o facto de o EXPRESSO já não ser aquela instituição que foi e cada vez ver menos gente passeando orgulhosamente com o saquinho com o jornal lá dentro, também não consigo perceber como é que o SOL não se afirmou com um jornal de leitura indispensável ao Sábado... Tinha - e tem - pessoas e potencial para isso!

O QUE EU MUDARIA NO EXPRESSO

Muita coisa! Reduziria - ou extinguiria - o Internacional e o Desporto pois estas secções nunca foram importantes neste jornal, e para grandes assuntos internacionais e desportivos existe a Única. Mudaria o tipo de letra nos títulos no caderno principal, na Economia e no Actual. Reduziria a opinião e renovaria periodicamente os principais «opinadores», começando imediatamente por João Pereira Coutinho e Daniel Oliveira. Aproveitaria melhor a prata da casa, e poria a revista a ser feita especialmente por gente de dentro em vez de ter tantos artigos comprados. Renovaria algumas editorias. Apostaria mais na Infografia e em especial ma investigação. Teria mais cuidado a quem comprar as sondagens. Ponderaria a junção do Cartaz com a Única - cujo título é propriedade da Inês Pedrosa.

O QUE EU MUDARIA NO SOL

Não há muita coisa para mudar no SOL - o jornal ainda é muito novo. Penso que pode ir mais longe e «arrefeceu» um pouco nos últimos tempos - falta alguma agressividade e outra campanha de publicidade para que o jornal não adormeça. Deveria apostar em cadernos temáticos, pois há um espaço muito grande nesta área desde que o EXPRESSO acabou com esta secção.


E SE O ONLINE É O FUTURO DOS JORNAIS...

Mas como o online é o futuro dos jornais, fica aqui uma ressalva para o online do SOL, frequentemente considerado o melhor dos jornais portugueses, ao contrário do online do EXPRESSO que quase desapareceu das estatísticas de consulta - o online do EXPRESSO nunca mais teve a força, a simplicidade e a objectividade dos tempos em que Luiz Carvalho esteve como editor da secção!

Um dia destes mais histórias sobre o EXPRESSO e o SOL... Ou talvez não! Logo se vê! Se calhar há coisas mais importantes para falar...
E vocês, compram, lêem algum destes semanários?