sexta-feira, 9 de novembro de 2007


Não sei bem que faço aqui,
Navego nas ondas de um tempo
Que eu não vi nem conheci,
Tempo que apenas percepciono
E onde caminho errante
Tal e qual um cão sem dono!

Não sei bem que faço aqui,
Já perguntei a quem passa,
Ninguém soube responder.
Busco algo que me motive
Mas já perdi toda a graça...
Se é que alguma vez a tive!

Não sei bem que faço aqui,
E às vezes nem sei quem sou,
Reuni tudo o que aprendi,
Mas nem isso me bastou,
Tantas certezas procurei
Mas tão poucas encontrei!

31 comentários:

Sol da meia noite disse...

No meio de tantas nuvens e a uma tal altura, talvez o que faças seja cair a qualquer momento...

*

Kalinka disse...

Amigo Alexandre

� caso para te dizer
N�o sei bem que fa�o aqui,
J� perguntei a mim mesma,
mas n�o encontrei resposta
Busco o prazer de te ler
Mas sinto que estou esquecida
por ti...

Uma amiga que te espera!

Beijitos.
Bom fim de semana.

Blue Velvet disse...

Bem, em primeiro lugar estou cansada de dizer que esta vida é muito injusta! Atão o senhor vai ver a Mariza e só avisa o povo depois??? E a chuva, tá onde?
Depois, acordou hoje inspirado, mas um bocadinho down, não?
Mal de si se tivesse certezas.
Mal de si se já não buscasse nada.
A seguir não tinha dúvidas e deixava de ler jornais...Onde é que eu já ouvi isto?
Agora sério, Alexandre: só os burros não sentem a inquietação que perpassa no que escreveu.
beijinhos

Andreia do Flautim disse...

Bonita foto! =)

Um Momento disse...

Hum...
Procuro-me por aqui
Navego em sonhos
Flutuo na esperança
Sorrio para ti

Beleza em palavras
Sentires tão reais

Que fazemos aqui?

Quem sabe um dia encontremos a resposta:))))

Gostei imenso
Beijo sorridente... em ti
(*)

a.filoxera disse...

Espero que este teu desabafo seja apenas um exercício de criatividade...

Cusco disse...

Digo o mesmo...

Abraço!

bunny disse...

«bonito» desabafo.... todos nos sentimos perdidos um dia....e voltamos a sentir..... mas o importante é nos encontrar-mos..conosco, com os outros..descobrir um lema, um ideal, um objectivo..

Bruxinhachellot disse...

Ninguém sabe Alexandre. Vivemos no escuro, tateando o ar, pisando no nada tentando em vão nos guiar. Vivemos e um dia morreremos e isso é o que sabemos.

Deixei-te um desafio no Labirinto.

Beijos comentados.

sofialisboa disse...

aproveita o fim de semana para passeares e tirares boas fotografias, vais ver que te encontras depressa, sobretudo com um bonito sorriso na cara. sofialisboa

Lusófona disse...

Bons versos!! O Amigo escreve muito bem.

Beijinhos e feliz fim de semana

GarçaReal disse...

Também não sei bem o que faço aqui...

Navego...Flutuo...E...


bjgrande

Alice Matos disse...

Aqui... não há dúvida sobre o que fazes...

Um beijo cheio de carinho...

Gi disse...

Alexandre, certezas não existem. Apenas a de que nascemos e um dia vamos morrer. Tudo o resto anda em permanente mutação, o que hoje é uma verdade amanhã já não o é. Somos governados pela incerteza , mesmo. Por isso faço por viver o dia, preocupar-me com o que vai acontecendo. Creio que se perde muito tempo com projectos e nos esquecemos do mais importante. O projecto de vida.

Um beijinjo grande. Obrigada pela companhia que me tens feito. Tenho andado tão assoberbada com trabalho que me sabem bem os mimos que me vão deixando. Mesmo quando eu estou em falta nas caixinhas dos comentários.
Obrigada amigo

Maria disse...

São apenas momentos, Alexandre, de alguma desilusão, em que nos interrogamos sobre o que fazemos aqui. Mas acabamos sempre por ficar, e saber o que temos que fazer....
Certezas temos poucas, e cada vez menos.
Tem um bom fim de semana
Beijinhos

Carminda Pinho disse...

Olá Alexandre!
O poema que partilhas hoje connosco poderia ter sido escrito por muitos portugueses incluindo eu, só que não tenho o teu jeito para poemar um estado de espírito como aquele que te levou a escrever este poema.
Amigo! eu também já não sei o que faço aqui! essa é uma questão que me coloco todos os dias.

Vejo que também tu estiveste ontem no Pavilhão Atlântico, também lá estive, e adorei. Se calhar é para nos comovermos, como ontem me aconteceu que ainda fazemos alguma coisa "aqui".

Beijinhos e desejo-te um bom fim de semana.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Perante uma grande sacanice que está a ser feita sobre alguns professores que não recebem vencimento,têm horários d e12 horas ou estão a recibos verdes sugere-se que todos os blogues publiquem a notícia que está no http://cegueiralusa.blogspot.com

un dress disse...

curioso...quanto mais velha...mais dúvidas!!

acho natural e saudável, alexandre!

quando éramos jovens é que andávamos iludidos a imaginar que a sabedoria vinha com o tempo!

pois não vem e talvez nesm seja necessária!! :)

e o que aqui fazemos...respiramos somos como todos.

e dizemos. coisa importante, dizer...



abraÇo...:)

SF disse...

Deixo-te um beijo e uma resposta-música ;)
http://www.youtube.com/watch?v=jHPOzQzk9Qo

Jonice disse...

Gosto muito do poeta em ti :)

Beijinhos

tata disse...

Ca por mim eu gosto de me sentir perdido, todos os dias. Só para ter a certeza de que vou descobrir coisas novas. Não me interessa se feias ou bonitas, alegres ou tristes, apenas quero saber sempre mais mesmo que seja nada!

De Amor e de Terra disse...

Olá Alex, boa tarde!
Essas perguntas que te fazes, meu Amigo, são perguntas de quem cresce todas as vezes que as faz equacionando as certezas desta vida; e como quem se interroga está vivo, (diz uma Amigo meu), tu estás "vivinho da silva" como se diz ou dizia cá para os meus lados!

Beijo

Maria Mamede

Pena disse...

Sabes, Amigo Estimado Alexandre:
Este não sei que faço aqui reflecte a tua humildade e sinceridade de um carácter grandioso e apurado.
És imprescindível em todos nós, sabes?
Interrogas-te pela existência que é a tua, como o fazem e identifico como grandes pensadores, poetas, escritores com imenso talento e enorme sentir.
Só eles expressam as suas insatisfações, dúvidas e presença neste mundo complexo, esteriotipado e do salve-se quem puder.
Fazes uma imensa falta, acredita?
O teu enorme valor, poderoso, as tuas dúvidas são completamente e indiscutivelmente normais. Só o fazem seres com sensibilidade, um pensar puro e maravilhoso. Deslumbrante!
Quem não se interroga passa muito ao lado da alegria de existir e amar o mundo.
É por isso que nutrirei sempre por ti um admirável e notório sentimento de admiração, importância e valor. Incálculaveis.
Parabéns! Eu também vivo sempre perguntando o que faço aqui?

Abraço sincero de grandiosa estima e consideração pelo que representas para todos nós.
Excelente versejar que só tu conseguirias efectuar com tanto realismo, autenticidade e que registo no compêndio da vida que trago sempre comigo para onde vou.
Sempre a ler-te deliciado e encantado.
Tudo de muito bom.

pena

Teresa David disse...

Ai de nós quando achamos que já encontrámos tudo! A vida, pelo menos para mim, será sempre uma busca constante, mas com prazer e alegria de estar viva!
Bjs e bom fim de semana
TD

Diário de um Anjo disse...

Quando não souberes quem és, pára! Olha para o espelho, respira fundo e pergunta a ti mesmo. Vais ver que a resposta estará no teu olhar!
Beijinhos

Jasmim disse...

Terei que concordar com a pitanga, andamos todos muito melancólicos. Volata chuva para o povo bloguista ficar mais animado: A chuva lava tudo até estas energias deprimentes .
bjocas e fica bem

Bichodeconta disse...

É bom procurar dentro de nós.. Tentar saber o que fazemos aqui, qual a nossa missão, e sobretudo tentar perceber se podemos fazer mais e moelhor..Um beijinho Alexandre...

M. disse...

Espero sempre pelo fim de semana quando geralmente postas um poema :)

Eu acho que sabes o que fazes aqui. O norte por vezes perde-se mas por parcos momentos. Não precisas de um desenho e ninguém pode responder por ti. O teres encontrado tão poucas certezas é que faz a vida fantástica. De contrário seria tão monótona e fastidiosa.

Beijo*

Sei que existes disse...

Lindo poema!
Espero que te encontres e descubras o que fazes por aqui...
Por vezes eu também não sei bem o que faço por aqui...

MARTA disse...

Concordo contigo - às vezes, não sabemos o porquê daqui estarmos...
A resposta talvez esteja em procuramos essas certezas....mesmo que às vezes nos desiludam...
Lindo poema, Alex.........
Beijos e abraços
Marta

Oliver Pickwick disse...

Sou um leitor regular do seu blog, caro Alexandre, e não é apenas por causa da água-pé e das castanhas. Aprecio a sua maneira às vezes bucólica de escrever certas coisas - como o post referente Alentejo, por exemplo, assim como, o seu oportunismo de fazer entrar em ação a sua língua ferina, mas sempre pertinente, quando o bonde está fora dos trilhos.
Acho que os espanhois adoram países que falam português, pois aqui - e principalmente no meu estado, estão comprando em lotes, desde hotéis 5 estrelas, bancos, empresas de comunicações, de energia, até paraísos ecológicos. Não sei onde esses caras estão arranjando tanto dinheiro.
No seu retorno ao meu blog, sirva-se de um acarajé e uma água de coco gelada, especialmente reservados para os amigos.
Acarajé é uma iguaria exclusiva do meu estado, a Bahia, e, uma herança do povo africano.
Um abraço e tenha um ótimo domingo!