sábado, 25 de outubro de 2008

DUAS HISTÓRIAS... E UMA DISSERTAÇÃO HORÁRIA!

Muda a hora
Muda o tempo
De um tempo
Que não demora
De um tempo
Que não existe
De um tempo
Que nos devora
Mas que ainda assim
Persiste,
E nos leva vida fora
Muda o tempo
Muda a hora!!!

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UMA HISTÓRIA DE VIDA!


Ele tinha sido frio durante toda a sua vida! Por vezes muito frio e outras até um autêntico gelo! Tinha sido reservado, a maior parte das vezes fechado e só se abria para alguém por conveniência! Ao longo dos anos sempre tinha cumprido as suas funções da melhor maneira, não havia nada a apontar-lhe.

Mas o tempo é implacável, o tempo desgasta, o tempo corrói. E, embora imponente, ele não era diferente dos outros: primeiro começou por perder aquela luz interior que sempre ostentara, depois começou a sofrer muito com o calor... o calor era terrível, o calor dava cabo dele... dias quentes havia que ele ameaçava não aguentar, por vezes até gemia, coitado!

Quando isso acontecia, alguém vinha em seu auxílio e ele lá se ia aguentando! Mas a idade já era muito avançada para ele e... um dia - nem sequer calor estava - entrou em convulsões! Foi socorrido prontamente, chamaram pessoal especializado mas de nada valeu... chegara a sua hora... A sua última noite foi dramática: ele bem se esforçava mas as convulsões e a agonia não paravam... de madrugada apagou-se de vez!

(continua e termina no
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UM ENCONTRO DESENCONTRADO!

Tinham-se conhecido há pouco tempo e aquele seria o primeiro encontro a sério! Marcaram o local e a hora para o dia seguinte! Nas suas cabeças a incerteza se o outro apareceria ou não, mas no fundo ambos confiavam que sim!

Ela chegou exactamente à hora marcada no local combinado. Podia até ter chegado antes mas achou por bem criar um certo suspense e aparecer mesmo à hora certa! Pensou em «atrasar-se» um pouco mas depois resolveu que isso não seria de bom. E então no ponto de encontro lá estava ela à hora combinada!

Ele não estava! Nada de mais, pensou ela, ou uns segundos, ou até uns minutinhos de atraso não eram graves... acontecia! O trânsito, as coisas de última hora, talvez o nervosismo do encontro... Mas os minutinhos de atraso transformaram-se em minutos... 10 minutos, um quarto de hora, 20 minutos! Ela começou a ficar impaciente mas pronto, um atraso qualquer um pode ter!

Mas dentro em pouco o atraso já era de meia-hora, os 40 minutos chegaram rápido e os 50, então, num ápice! Aborrecida, ela preparou-se mentalmente para desistir e ir embora... afinal o atraso dele já era muito grande... de certeza que ele se desinteressara e desistira, pensou ela! 55 minutos, 58 minutos, 59 minutos de atraso... ela não esperou mais, foi embora sem olhar para trás...

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9 comentários:

Sol da meia noite disse...

É caso para dizer que o dramatismo paira no ar...
Mas a vida é assim...
Melhores histórias virão!

*

Maria, Simplesmente disse...

Ora aqui está uma boa maneira de manter dois blogs, ou por outra duas casas, o que vale é que os meus são de fotografia.
Vou tentar seguir estas histórias.
Mas agora vou ver o Mário Crespo no outro lado.
E tu?... Não ligas às minhas fotos?
És "amigo da onça".
Maria

Maria disse...

Hoje estou de preguiça....
Li-te mas ....
... continuo a preguiçar...

Beijinhos, Alexandre

t i a g o . disse...

Hoje falamos sobre o tempo, hem? Até eu me deixei enganar, porque me esqueci de acertar o relógio! Passa pelo meu novo blog de poesia:
www.noitesdetempestade.blogspot.com

:) Bom Domingo!

Maria Clarinda disse...

Ops....as tuas palavras em história, hoje estão como a mudança de tempo, rs.
Gostei Muitooo!
Jocas

mariam disse...

gostei do poema!
o resto comentei lá! :)

Andreia do Flautim disse...

Uma boa semana para ti!

Maria, Simplesmente disse...

Não me fales em mudança de hora. Fico "fula"!

Rosa Silvestre disse...

Isto é que vai aqui uma açorda...como dizia o outro ....
Alexandre, um excelente fim-de-semana, Bjinhos, RS.