segunda-feira, 13 de outubro de 2008

CONVERSAS COM O MEU SOFÁ!

Noutro dia, conversando com o meu sofá - excelente ouvinte e melhor conselheiro - lembrei-me de um post que tinha publicado num dos meus antigos blogues, que, por abordar uma situação sempre actual, resolvi repescar e trazer para aqui, pois acho que muitos de nós já passámos por situações idênticas. Então, vejamos:

Já todos passámos
por várias experiências em que amigos, conhecidos, familiares ou vizinhos nossos nos aparecem como vítimas de determinadas situações, como desgraçados, como vilipendiados, tudo causado por outra pessoa - a qual geralmente não conhecemos, ou conhecemos mal.


Ficamos com enorme
compaixão dessas pessoas vítimas de tão maus-tratos físicos e/ou psicológicos, revoltadíssimos com a outra 3.ª pessoa - o alegado mauzão - que passamos a viver - por vezes até intensamente (consoante a nossa própria personalidade de reagir às coisas) - um assunto que geralmente nem nos diz respeito.


E depois, essas pessoas que se dizem vítimas, geralmente são incisivas, insistem e insistem no tema, algumas têm tal arte que nos fazem sentir também vítimas e ficamos, então, completamente do lado delas...

Mas... e há sempre um mas... passado algum tempo descobrimos - por acaso ou por algum motivo - que as coisas não são bem assim como essa pessoa nos contou, que existe a outra parte, que também tem os seus argumentos, os quais são tão válidos como os da «vítima». E muitas vezes - mas mesmo muitas! - chegamos à conclusão que mais vítima é a outra pessoa.

Entretanto, quando chegamos aí já nos desgastámos, já vivemos a vida de outras pessoas, já perdemos tempo com assuntos que não nos dizem respeito e que muitas vezes as outras partes resolvem da melhor maneira: um amigo meu massacrava-me com o problema que tinha com o chefe dele - para ele, o chefe era um terror, fazia-lhe a vida negra, tratava-o mal, humilhava-o à frente de outros colegas
, fazia gato-sapato da sua existência... até eu passei a viver as angústias laborais desse meu amigo! Afinal, tempos depois vim a descobrir que o conflituoso era esse meu amigo, que não se dava com nenhum colega, enfrentava o chefe e era malcriado... aliás, para mim não foi novidade porque era a premonição que eu tinha da situação!

Outro exemplo: a namorada de um amigo meu descrevia as maiores barbaridades do ex-marido, que este lhe batia, que lhe fazia a vida num inferno! todos ficaram com muita pena dela... vim a saber depois que ela era alcoólica, que o tinha arruinado financeiramente com os cartões de crédito, e que lhe destruíra a empresa dele por causa de dívidas contraídas por ela.


Depois deste caso
- e de muitos outros - aprendi a reconhecer uma coisa: nunca tomo partido por ninguém em caso de conflito sem ouvir as duas partes envolvidas. É claro que dou sempre o benefício da dúvida, mas chego muitas vezes à conclusão que a vítima afinal... era outra!

E vocês, conhecem casos idênticos?

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HÁ UM ANO FOI ASSIM

NO FUNDAMENTALIDADES (clicar)

11 comentários:

tulipa disse...

Huuummmmmmm...
parece-me um tema importante.
Estou ansiosa por ver este post.
E...curiosa!!!

AMIGO:
Eu bem quero, mas a vida não me permite. Passar 1 x por semana nos blogues dos amigos seria o ideal, mas...quem fala em ideais nesta época...há crise de toda a maneira e feitio.
Difícil, muito complicado.

Eu coloco uma questão: qual a tua opinião sobre as «praxes»?

Votos de boa semana.
Beijinhos.

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido Alex, adorei voltar ao passado contigo!...
Os teus blogues estão cinco estrelas... Parabéns!...
Virei ler o teu próximo post!
Beijinhos de carinho e ternura,
Fernandinha

Sophiamar disse...

Um excelente post. Para ler, reler e pensar. Fundamentalidades, amigo Alex!
Bem-hajas!

Beijinhos


p.s. Fotografa a lua cheia e faz post com ela. Gosto tanto!

Sol da meia noite disse...

Nem tudo o que parece ser o é.
Mas pode também ser, pode ir até mais além do desabafo...
Nem sempre é fácil discernir a verdade nestas situações.

Beijinho *

Filoxera disse...

Em cada história, há sempre mais que uma versão.
Beijos.

Philia disse...

Olá,
Somos um blogue de muuuiiito sentimento.
Aguardamos a tua visita.
Até lá,
xD

BlueVelvet disse...

É tão difícil avaliar das razões de cada ser humano...
Esse teu sofá se falasse teria muito para contar, não é???
Há um ano deixei-te este comentário:
Livre-se de queimar seja o que for.
Que tal começar a compilar, para publicar?
Para as lareiras há pinhas, sabia?
Abracinho

E hoje repito: compiláste?
Beijinhos, amigo

mariam disse...

pois é!
é isso mesmo...
ou talvez não!

há mesmo casos em que só um dos lados é que é mesmo mau carácter...

conheço ambas as situações...
e já por duas vezes, porque me pediram, "dei uma mãozinha" em casos de violência doméstica, super bem camuflada, em que socialmente os agressores eram/são uns anjinhos... num dos casos, a vítima, neste momento está no estrangeiro com as filhas, com outra identidade e incontactável... à tempos apareceu na TV apenas para dar coragem a potenciais vítimas, para denunciarem ...

mas... em situações menos complicadas, será mesmo preferível tentar conhecer os dois lados da estória!

um abraço
e um sorriso :)

mariam

Violeta disse...

há tantos casos assim. A verdade naõ é plana, ao contrário do que as pessoas pensam, e tem sempre mais do que um lado...

sofialisboa disse...

se sei do que falas...sofia

Andreia do Flautim disse...

Sim conheço!

É sempre mau quando a gente acredita no amigo e depois afinal as coisas não são assim!