segunda-feira, 29 de outubro de 2007

MATEMÁTICA ... O GRANDE DESAFIO !!!

Nos últimos tempos tive a triste oportunidade de constatar quer há alunos dos 5.º e 6.ºs anos que são um desastre completo a Matemática. Alunos que têm que usar a máquina de calcular para dividir 15 por 3, alunos que bloqueiam quando têm que multiplicar 2 por 4, alunos que ficam uns segundos a pensar quando têm pela frente a «difícil» conta de multiplicar 2 por 1 ...

Não, não estou exagerar! Parece... mas infelizmente não estou! E é aqui que a minha alma fica (mais ainda) parva: para estes alunos, raciocínio não existe, dá uma «trabalheira», e qualquer operação matemática é arrancada a ferros e quase tudo na base do acaso: é como um tiro no jogo da batalha naval, às vezes acertam... depois de errarem 3 ou 4 vezes! Outras vezes fazem uma festa quando dizem que 2 vezes 5 são 10.

São alunos que chegaram ao secundário sem «pescarem» nada de tabuada, para os quais fazer contas no papel só a poder de muito de muita persuasão, e contas de cabeça, então, é para esquecer! No entanto, qualquer deles é exímio sentado em frente a um teclado de computador com os comandos de videojogos nas mãos!

Já nem sei o que está errado nisto tudo! Se as crianças, se os pais, se os professores, se o sistema de ensino, se a sociedade em geral. Não é só a Matemática que é a base para um desenvolvimento correcto, como o raciocínio que ela induz é indispensável para vencer na vida! Faz-me impressão vê-los usar máquina de calcular nesta idade pois - e apesar de não ser um expert em Matemática - sempre gostei muito de fazer contas no papel e de cabeça!

É questão para perguntar:
que CONTAS iremos fazer no futuro?
(Já agora leiam a opinião do Rui nos comentários)

34 comentários:

alfacinha disse...

Apreender é estudar perpetuamente

Rui disse...

Alex, a matemática, como tudo, tem de ser situada. Se te debruçares sobre o ensino da matemática num dos colégios do opus dei - ou outros do género - verás q lá se ensina a «boa matemática», a «matemática da élite». Se fores às «escolas oficiais» já a coisa é diferente, aí as crianças - futuros desempregados - não precisam de fazer grandes grandes contas pq quanto mais contas souberem fazer mais críticos se tornam. Os bancos farão as contas por si qd precisarem de fazer empréstimos. Só terão de saber contar o dinheirinho bem contadinho qd forem às compras e as caixas lhes pedirem 18 cêntimos para facilitar o troquinho. Para quê mais, Alex? Deixa lá os nossos miúdos usarem as maquininhas de calcular feitas na chininha, não lhes compliques os neurónios já tão desnorteados com a violência dos canais infantis da TV e com os antibióticos q os médicos lhes impingem para as «viroses». A minha, já desisti de lhe perguntar quanto é «3 vezes 3», torce-se toda como se a estivesse a torturar com um ferro em brasa. Para quê? Vê os anúncios na net, pelo menos na área de design: «procura-se jovem que saiba tirar cafés». Matemática para quê, Alex? Não compliques.

Andreia do Flautim disse...

Pronto, não sou um bom exemplo para falar porque o meu forte também não é matemática!

rui disse...

Ontem não quis falar-vos sobre o tempo pq tenho uma experiência q poderia traumatizar-vos. Mas qt à Matemática (ou Matemágica) aí vai. Frequentei todos os anos (qd era do 1º ao 7º) do Liceu Nacional de Salvador Correia, em Luanda, o maior liceu do então «mundo português», um autêntico «palácio da juventude». Todos os profs, homens e mulheres, usavam bata branca, mesmo o prof de canto coral. Lembro-me do prof Lavradio, um nobre q Salazar exilou p Angola e q me ensinou o bom francês. E lembro-me sobretudo do prof Vinhas de Matemática, que apareceu de repente em Luanda com um grande bigode, cabelo desgrenhado, óculos pesados. Soube q ele era opositor a Salazar. O ditador pensou q estava a salvo e que controlava tudo se o deportasse p Angola: no meio dos pretos ele é inofensivo. Errado, enganou-se! Eu era um jovem branco e com o prof Vinhas aprendi a raciocinar matematicamente. O prof Vinhas fez da Matemática a sua arma política contra Salazar: sabendo nós q ele era da oposição, a Matemática q ele ensinava passou igualmente a ser da oposição! E assim ganhei consciencia antifascista e anticolonialista com escassos 14-15 anos, o que devo agradecer ao «grande líder dos portugueses». Dois anos depois Salazar faz nova tropelia: exila para Luanda o prof Mesquita Brehm e põe-no a dar-nos OPAN, sabem o que é? Se não sabem, perguntem-me. Resultado, a OPAN passou a ser anti-salazarista, era tudo anti-zalazarista mesmo o Salazar! Eu já tinha lido todo o Sartre, todo o Camus, todo o Franz Fanon, todo o Jorge Amado, todo o Soeiro Pereira Gomes e, com aquela OPAN q me queria ensinar a Câmara Corporativa, a Constituição de 1933, os Sindicatos corporativos... voei para o Marx, o Engels, o Lenine, o Estaline inteirinhos.
Obrigado, Salazar, pelo bem que fizeste ao exilar professores antifascistas para Angola! A ti devo ser hoje um pensador livre, sem líderes, sem partidos, sem clubes, sem deuses... E, sobretudo, gostar tanto de Matemática, embora nada perceba de números...

carla granja disse...

sabes amigo! eu nunca fui muito amiga de matematica,mas comecei a gostar quando tive um professor super paciente,k s´o deixava os alunos kuando todos tivessem compreendido o k ele ti
nha tado a explicar e sabes k comecei a adorar matematica. ás vezes tmb tem a ver com a maneira k as crianças sao ensinadas. eu tenho tado doente e a minha cabeça nao dava pa tar a fazer grandes contas neste momento:) mas deixei um poema novo_)

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te deixo esta rosa com o desejo de uma boa semana
bjo
carla granja

Thunder disse...

Realmente a matemática anda um pouco de fora das cabeças das nossas crianças...agora tem-se de facilitar tudo às crianças!Senão elas não gostam ou queixam-se...
O Rui até tem uma certa razão (infelizmente) quando diz que agora não é preciso saber-se matemática, basta tirar uns cafés!!!

foryou disse...

Bem... como sabes eu sou suspeita para comentar este post, mas ainda assim, cá vai a minha opinião:

1º tornou-se "ponto de honra" que a matemática é um bicho com, no minimo 30 cabeças. Nada mais falso! É aquela disciplina que nem sequer depende da opinião do prof que corrige. 1 é sempre 1 seja batatas, cebolas, cabeças partidas ou aviões. 1 é 1!

2º Mesmo sabendo que fico sujeita a que me enforquem eu continuo a afirmar: não é eficaz o nosso método de ensino! Eu não acredito que a maioria dos nossos jovens sejam idiotas! E muito menos quando esses mesmos jovens, como dizes, são "barra" num PC. Portanto há que mudar a forma como se ensina a matemática.

3º Focaste aí um ponto crucial. Muita gente reclama que os miúdos não sabem matemática porque deixaram de saber de cor a tabuada. Pois bem a tabuada não é para saber de cor, é para entender!!! A memória está sempre sujeita a falhar já o mesmo não acontece com o que se entende. Se os alunos tiverem oportunidade de entender, aprenderão a raciocinar, raciocinando eles irão procurar a lógica e esse é o caminho para gostar e saber matemática.

Do comentário do Rui permitam-me que faça apenas um reparo (a tudo o resto tiro o chapéu): há bons e maus professores em todo o lado, seja no privado seja na rede pública. Aliás, como em toda a parte e em tudo na vida: existe sempre bom e mau.
Já agora deixa-me reforçar que os rankings apresentados conduzem a conclusões que não são correctas:
comparar resultados de alunos de escolas onde se pagam fortunas e para onde só vai uma camada de nível socio-cultural-económico mais elevado com os resultados de alunos de escolas frequentadas na sua maioria precisamente pela camada de nível oposto, é o mesmo que comparar (perdoa-me a expressão) o cu com as calças, ou nem isso.

(poxa este post está tão grande que parece 1 tratado, livra)

Sol da meia noite disse...

Eu acho que o erro não está na Matemática. No tempo em que não havia calculadoras, ela já assim era e muita gente a aprendeu.
O que eu penso, é que a Matemática, como outra tanta coisa na vida, é aquele copo de água que está ao alcance do teu filho, mas enquanto fores tu a dar-lho, ele não mexe um dedo para o ir buscar...
*

irneh disse...

Eu dou a minha opinião: agora tudo está preparado para não "traumatizar" os meninos. Se é era tecnológica querias que usassem lápis e papel!! Para quê? O caminho mais fácil é sempre o eleito.
O ensino está pelas ruas da amargura, mas acredita que não são só maus professores (também os há, claro). Gostava que pudesses entrar na minha escola durante o período de aulas e pudesses gravar o barulho ensurdecedor que as turmas fazem, mesmo com as portas todas fechadas. Ninguém os cala e os pais, quando chamados à atenção, limitam-se a dizer "sempre foram assim...". Enquanto os professores não tiverem verdadeira autoridade, enquanto os pais não assumirem as suas responsabilidades e enquanto o sistema exigir resultados haja o que houver, nunca melhorará este débil sistema educativo. Os colégios privados têm bons resultados porque podem seleccionar apenas os alunos bons e exigem deles o máximo, contando com a colaboração dos pais. Nós vamos ficando ao sabor da maré. Se eu tivesse menos vinte anos deixaria o ensino. Não consigo admitir que um miúdo de 13 ou 14 anos me insulte, não se cale, me mande para o #$&%$# ou para outro sítio qualquer e eu tenha de ficar de mãos cruzadas e ser eu a calar-me. Mas podes crer que, nos últimos anos, já me aconteceu e tenho colegas que ainda sofrem mais.

Beijinhos ( e espero que não haja por aqui nenhum delator...)

Tiago' disse...

Pronto, e cá está. Este ponto é abstante fácil de explicar: o que vem do exterior é sempre melhor... ou, por outras palavras, o que não estamos a fazer é sempre melhor do que o que estamos!

Os alunos t~em cada vez mais aliciementos com outras tarefas, por isso não querem dar-se ao trabalho de treinarem matemática! Quando não sabem que ela própria é fundamental! (para todas as mentalidades e para todas as idades :D)

Tiago'

Som Do Silêncio disse...

Opah eu não sou nenhum cranio a matemática, mas até chegar a esse extremo!
Bem ainda ando bem longe.


Enfim nem sequer vou tentar arranjar explicações para tal facto...

Um Beijinho Noturno

Marlene Maravilha disse...

Deixo registrado o meu abraco!
Sinto saudades!
beijo

Pedro Arunca disse...

Não é por falta de música que os miúdos não aprendem matemática. Acho que aquela lenga-lenga: lá,lá lá, lá..............2x2,4...9x9, 81 ajudava a causa.
Nem ler sabem. Pela lei do menor esforço, o lema é "Penso, logo desisto." Fócrates!!!

SF disse...

Não podia estar mais de acordo.
Eu, que sou uma gaja de letras E GOSTO, ainda sei a tabuada de trás p'rá frente, na ponta da língua...
Não há dúvidas que, hoje em dia, quanto menos esforço melhor.

Ainda me lembro de uma reportagem num noticiário qualquer, há meia dúzia de anos, na altura das candidaturas (ou seja, falamos de alunos com o 12º ano), em que faziam questões básicas aos candidatos... e um deles, depois de pensar uns segundos, atreve-se a dizer que "7x0=7"... COMO É POSSÍVEL???!!!

Muitos beijinhos, Alex

Maria disse...

Esta coisa da tabuada, das contas de somar etc., já me preocupa há muito tempo. Mas quando falo desta minha preocupação, mesmo com professores, a resposta é invariável: podem andar sempre com a máquina de calcular... até nos exames.
Se os alunos não sabem ESTE básico, como vão saber Matemática a sério?
Se não sabem quanto é 2 x 2, como vão saber equações e etc.?
Estaremos a "produzir" gerações de ignorantes?

Beijinhos

SílviA disse...

Bem, eu sempre fui uma nulidade a matematica... nao posso culpar apenas os profs mas nos anos fulcrais tive umas grandes abeculas a "desensinar"... Só quando fui para a Faculdade e à cista de muito esforço comecei a entender melhor...é certo que adoro letras, música, mas na minha sala a matemática é apresentada e recebida com o mesmo entusisasmo que as restantes areas. Nao quero que as minhas crianças passem o mesmo que eu... Quero que olhem tanto a matematica como outra area qualquer.

Beijinho

Paulo Sempre disse...

5º=0
Abraço
Paulo Sempre

Oliver Pickwick disse...

Não se desespere, caro Alexandre, já se foi o tempo em que se aprendia matemática até em versos. Um exemplo:
Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá /seno A cosseno B seno B cosseno A / As aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá / seno A cosseno B seno B cosseno A
A propósito, já trocou as baterias da sua HP49C hoje?

M. disse...

O que expões é algo que seria inevitável mais cedo ou mais tarde com o dominar da era infomática. Concordo contigo a respeito das crianças não utilizarem a cabeça para os simples cálculos, acho isso gravíssimo mas o problema no geral não está em pemitirem o uso de calculadoras demasiado cedo. Está mais no "ódio" sem razão que se nota à disciplina de matemática. Porque ´ninguém se apercebe que ela é a base de TUDO. Mesmo TUDO! E deito as culpas ao sistema de ensino e aos professores desmotivados porque falando por mim, que me sinto com sorte, foi me ensinado o verdadeiro gosto pela matematica e a comprensão de que a matematica NÂO SÂO só números. Aliás, tenho comigo uma tese de doutoramento em matemática pura de um amigo, e posso garantir que a referida tese não tem um único número!

Falta apenas algo Alex: verdadeiros e bons matemáticos. Esses desistiram de ensinar tal a reputação que foi dada à disciplina.

Beijinhos

NiNa disse...

Já não se incute o mínimo de paixão pela matemática...o que é logico acaba por se tornar fácil, mas as crianças já vao para aescolha apensar num bicho de 7 cabeças.
Um abraço e voltarei em breve!

Cristina disse...

O meu "problema" com a matemática é bastante simples. Eu até era boa aluna... a sério que sim: sei a tabuada sem ser preciso recorrer à máquina, sei fazer uma regra de "três simples", ando so on... o pior foram os professores que me "calharam na rifa". Incompetentes que fazia doer.

Aí... o meu gosto pela matemática foi-se com o vento. Enveredei pelas letras e deixei os números para quem teve a sorte de ter professores em condições e sem defeitos de fabrico.

Beijinhoooooo

Blue Velvet disse...

Olá Alex,
antes que mude de Post deixo aqui o meu comentário, e, como sou obediente, já li o comentário do Rui.
Olhe, nem sei que diga. Ou melhor sei, mas também sei que vou deixar perguntas polémicas.
Para começar eu não gosto de matemática. Nunca gostei. Sou aquilo que se chama um zero à esquerda.
Não sei se não gosto porque não percebo ou se não percebo porque não gosto.
Não posso culpar os professores que tive por esse facto.
Sempre puxei para a àrea das letras.
Tive o mesmo problema com os meus filhos com a história das máquinas de calcular, mas tive que me render, 1º porque fazia parte do material escolar, 2º porque eles sempre foram excelentes alunos. Portanto, não sei se a culpa é das máquinas.
Por outro lado, sempre me fez confusão essa história dos colégios de meninos ricos terem sempre bons alunos.
Os meus filhos frequentaram sempre o S. João de Brito, colégio que há anos ganha todos os prémios e fica sempre em 1º lugar nas médias dos seus alunos.
Mas pergunto eu: só os meninos que têm dinheiro é que são brilhantes?
Os pobres são todos burros?
O colégio quando os admite não sabe se eles são bons ou maus alunos, portanto a resposta deve estar mais abaixo.
Mas por outro lado, os professores bons estão todos no ensino privado e os maus no público?
Como disse no princípio estas perguntas, para mim, continuam sem resposta.
Mas que os meus filhos aprenderam com a avó a tabuada e a cantilena, ai isso aprenderam.
Malgré as máquinas de calcular.
Beijinhos e até logo

Um Momento disse...

Meu Amigo...
Faz-te confusao a ti e a mim...
De máquina na mão todos sabem fazer "contas"
E o resto?
Bom post
Deixo um beijo em ti
(*)

Papoila disse...

Sempre fui um ZERO a matemática. Tive azar em apanhar o ensino nos anos a seguir à revolução...
Até ao 9 ano passei sempre chumbada a matemática. Só não levava mesmo Zero no final dos períodos para não chumbar o ano completo uma vez que era aluna de 4 e 5 nas restantes disciplinas. Lembro um professor do 7º e 8º ano de matemática, Prof Baía, que já nem me obrigava a ir às aulas. Só tinha mesmo de ir fazer os teste porque, segundo ele deixava para o fim e era uma diversão. É que as respostas aquelas equações todas eram dadas em português. Penso que ainda tenho alguns testes desses guardados...
Sou a vergonha da matemática. Tenho trauma mesmo.

Beijos
BF

Parvinha da Silva disse...

Tendo crianças em idade escolar, partilho a tua inquietação.
Li o comentário do Rui. Vou dar-lhe os parabéns.

Um abraço apertado.

(A ti, dou-te os parabéns todos os dias)

Parvinha da Silva disse...

o Rui não tem blog, o que é uma pena, pois iria direitinho para os meus favoritos.

Dá-lhe, por mim, um abraço bem apertado... daqueles cheios de admiração e cumplicidade(s)

Rui disse...

Sou tb um «parvinho da silva», um ser simples q gosta de sol, de praia, de nadar, de ouvir boa música, que não precisa de Estado, de governo, de partidos, de clubes, de deuses. Obrigado pelas suas palavras, sou um atirador isolado, um pensador livre, escrevo onde me apetece, aqui, no Expresso, no CM, onde sentir que devo fazê-lo, mas, devo fazê-lo. Não tolero a injustiça nem o abuso da força pelos poderosos. O abuso da força tb é feito pelo afunilamento da aprendizagem da matemática. Nesta sociedade sem piedade, o conhecimento de Matemática é tb um instrumento de poder sobre os outros, por isso o poder não «democratiza» a Matemática, a Economia, a Medicina, o Direito. O conhecimento faz parte da ideologia dominante e, quem tem o «dom da Matemática» facilmente «entra» na classe dominante. É por isso que os «cérebros» são vigiados e acompanhados pela Embaixada americana que, chegada a hora, os convida para irem para os States, e lá vão eles.
Quanto a professores bons e maus, claro que os há. Por exemplo, o meu antigo colaborador António Ferronha, professor de História no liceu Camões, tentou inovar, há alguns anos, com a aprendizagem através de vídeos. Foi atacado e ostracizado pelos colegas até desistir de dar aulas naquele liceu, revoltado com o sistema instalado. Se o bom se mistura passivamente com o mau fica mau; se o limpo se mistura passivamente com o sujo fica sujo.

Kalinka disse...

AMIGO ALEXANDRE

Finalmente agradeço os prémios que recebi; vem buscar o teu.

MATEMÁTICA não é o meu forte, mas ainda consigo fazer umas contas de cabeça...e, outras a contar pelos dedos...

Continuação de boa semana. Beijitos.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Efectivamente é preocupante as crianças não se habituarem a raciocinar. Nós somos pessoas e não robots. Nós não podemos ser autómatos. É anti-natural e anti-vida. A nossa racionalidade é uma riqueza obtida ao longo de milénios pois, segundo os antropólogos, o homem primitivo não tinha racionalidade. Apenas inteligência para interpretar o que via. Não sei que mundo se está a construir mas talvez não seja aquele que ambicionámos.

NINHO DE CUCO disse...

É de ficarmos a pensar no que está dito neste post. Quem não se habitua a raciocinar de criança deixa de ter ginástica mental.
Concordo com o que diz o Rui. A estratificação começa na escola e reproduz-se de geração em geração.

DairHilail disse...

ó desculpa...sou alérgica á matemática, mas gosto muito de ti...
1 beijo feito silêncio

Pekenina disse...

Tenho alguma coisitas a dizer além do facto de haver bons e maus professores em todo o lado.
Eu toda a minha vida adorei Matemática. Posso não ter sido aluna de 20, mas sempre gostei imenso e adoro tudo o que envolva raciocínio. E nada disto teve a ver com os meus professores. Na verdade, a melhor professora que tive (no secundário) sabia tudo menos a tabuada de cor. Não é só saber os resultados que conta, mas sim saber chegar lá, pensando. Ela foi um verdadeiro incentivo ao meu estudo na Matemática. No entanto as contas básicas ela já as "esqueceu". Chegava a pedir que lhe déssemos o resultado.
No entanto acho que mais do que a tabuada o que falta hoje em dia é a vontade de pensar. Nem que os alunos respondessem que 2x2 era quatro por se somar 2 duas vezes. Mas nem isso. É triste...
Beijinho da,
Pekenina*

maristela disse...

pôxa, eu sempre fui uma aluna estudiosa, das que "passavam por média" e achava que "tirar" 7 era uma vergonha, "sujava o boletim". mas a matemática era meu algoz, exigia o triplo de esforço que eu precisava para aprender coisas deliciosas como história, português, geografia, filosofia.
mas juro que faço ainda muitas "contas grandes de cabeça".
bj

Libelinha* disse...

Hoje vou ter teste de Matemática.
E sou do 12º ano. A matéria que estou a dar é só interpretação. Não temos de ser bons a matemática, mas sim a português. Esta matéria não precisa de bases, estou a dar técnicas de contagem que nunca dei na vida. Nada para trás interessa sem ser a tabuada. E essa, além de no Ratinho, nos lápis e na calculadora gráfica, também vem na memória. Ou assim espero.